terça-feira, 31 de agosto de 2010

PRECONCEITOS


 Líder verdadeiro é aquele capaz de governar a si mesmo, mais que governar uma nação. Ter habilidade para concretizar relações profundas e abertas, flexibilizar decisões e gerenciar ansiedades e angústias, torna alguém líder da vida.
            O verdadeiro líder não cultiva preconceitos diante de si e dos outros porque o preconceito engessa a inteligência e dificulta a relação. Ao ser estimulada, a inteligência ativa diversos pensamentos. O radar da memória varre as experiências vividas, os conceitos emitidos, os valores cultivados e constrói um conceito provisório, não definitivo, sujeito a revisão, sobre a correção do ato, a moralidade da ação, a beleza, a virtude etc... O conceito prévio é inevitável e necessário. Se não reciclamos o processo não nos libertamos da ditadura do preconceito, cristalizamos nossa inteligência e minimizamos a qualidade do pensamento.
            Existem três tipos de preconceitos:
1.    Preconceito histórico. Nasce quando olhamos e analisamos o mundo sob a ótica de determinada cultura. Cada uma vê o mundo diferente pela sua própria ótica; assim os médicos, os cientistas físicos, os sacerdotes, os psiquiatras.
2.    Preconceito tendencioso. É aquele que pende para um lado. Aquele que fere o direito do outro e as próprias emoções com preferências subjetivas ou interesses mesquinhos.
3.    Preconceito radical. Este nasce do fanatismo, desconhece a complexidade dos fatos. É emitido por quem se julga infalível, um semi-deus, um ser absoluto e definitivo; não admite se revisar.
Existem remédios para sanar a doença do preconceito: O exercício da dúvida, a autocrítica sobre os próprios conceitos e valores, a tolerância capaz de aceitar os limites do outro e os seus próprios, a valorização das diferenças independentemente de sua moralidade, erros e história.
Lembro que as discriminações e as muitas formas de intolerância (religiosa, política etc...) geram a cultura da morte e as guerras.

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