Em tempos de fim de ano multiplicam-se os concursos. Desde a área federal à área municipal, os cargos públicos vacantes solicitam novos ocupantes, mas devem entrar pela porta da frente, do concurso. A agitação do fim de ano e início de Ano Novo não para por aí na busca de ajustes, tem também os vestibulares que não deixam de ser concursos para competir e encontrar a chave que abre as portas da universidade.
Eu sei que o mundo é competitivo, sempre terá alguém querendo suplantar alguém. Isto, porém, pode se tornar uma psicose se não for bem direcionado o processo. O mundo mercadológico está infestado do vírus que causa esta epidemia capaz de reduzir o ser humano ao extremo da riqueza ou da pobreza, anulando toda forma de igualdade. Se existe a parceria, esta será mais um instrumento para suplantar o concorrente. Sabemos que há necessidade de escolha dos capacitados para cargos específicos para que o progresso não encalhe. Sabemos, também, que o exercício desta busca pode alterar o comportamento fraterno da humanidade. O certo é o equilíbrio, que nem sempre é fácil de encontrar. Até se sabe, mas anda fora de moda: usando a linguagem do amor.
Perguntamo-nos, nesta altura de nossa reflexão, se os competidores têm consciência de sua finalidade, a razão das suas vidas, o que deve ser perene e o que é passageiro?
A selvageria da competição pode esclerosar a sensibilidade, a flexibilidade, endurecer e entupir as artérias por onde deve passar o sangue restaurador do amor, da misericórdia, da partilha, dos afetos mais puros, da fé e da própria vida. A oxigenação da alma se torna deficiente, o espírito fica asfixiado, a vida se torna uma droga e a depressão se instala reduzindo o ser humano a um trapo.
Então é necessário, no comportamento humano, remoldá-lo através de mudanças atualizando a mensagem do amor que reensinará a virtude da partilha.
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