terça-feira, 31 de agosto de 2010

A ESCOLA DA VIDA


  Muitos não tiveram a possibilidade de freqüentar os bancos escolares, mas freqüentaram os bancos da existência. Nesta escola puderam conhecer, profundamente, os pensamentos, as limitações e as crises da existência humana.
            Na escola da existência são pouco contabilizados os diplomas, os títulos, a condição financeira. Nela valem mais a contemplação do belo, a alegria de viver, a aceitação da realidade pessoal. Nela se aprende a lidar com as diferenças e gerenciar as limitações. Nela se tem certeza que o maior sucesso não está fora, mas dentro de si mesmo; os caminhos mais significativos estão traçados para dentro do próprio ser. Na escola da vida os melhores alunos são aqueles que conhecem e administram seus conflitos e limitações, mais que suas qualidades pessoais e conquistas sociais.
            A doença da depressão, entre muitas causas, tem uma fundamental: o desconhecimento de si mesmo ou a aceitação das próprias limitações. Diante dos conflitos se deprimem,  perdendo a capacidade de gerenciar as contrariedades.           
            Hoje se corre para o trabalho, para o mercado, para longe de tudo e de todos e não se é capaz de correr para o interior do seu próprio ser para descobrir suas potencialidades, a finalidade da vida e o modo de qualificá-la. Escolarizando a vida, não só palmilhamos estradas retas e planas de acertos e conquistas, mas também transpomos caminhos sinuosos de derrotas, obstáculos  de perdas e caos emocional e social. Tudo isso me faz lembrar a têmpera do aço: do massacre do fogo, da bigorna, da água e do revide se forma a lâmina de qualidade superior.

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