Anelo, em verdade, para cada um de vocês, a inocência. Quisera ver a essência de cada um de vocês desengarrafada, livre; quisera vê-los no Éden; quisera vê-los entre as maravilhas do Cosmo.
Quando a Essência é desengarrafada, quão felizes somos. Observemos os elementais da natureza: quão ditosos! Eles vivem nos reinos paradisíacos. Observemos os príncipes do fogo, do ar, da água e da terra. Eles nos abrem suas portas maravilhosas quando reconquistamos a inocência.
Faz-se necessário que a mente seja pura, que o coração seja simples e que tenhamos um corpo são.
Faz-se impostergável que resplandeça em nós o Espírito Puro.
Quando retornemos ao estado paradisíaco, escutaremos todos esses milagres do fogo, todas essas sinfonias que ressoam sempre com os ritmos do Mahavan e Chotavan, que sustém o universo firme em sua marcha.
Quando regressemos ao estado paradisíaco, por havermos reconquistado a inocência, saberemos o que a unidade da vida livre em seu movimento e sentiremos de verdade, em nosso coração, as palpitações da estrela mais longínqua e da flor mais humilde.
Quando tenhamos reconquistado a inocência, o rio que se lança através do seu leito de rochas e a pálida lua que brilha no céu azul da noite estrelada terão para nós palavras milagrosas.
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