Entre acertos, erros e ajustes fazem-se o progresso e o aperfeiçoamento da vida. Os erros são olvidados na medida em que servem para o ajuste do processo. Os acertos, então, são contabilizados e o processo se reinicia. Não se condena uma criança pelas tentativas frustradas no aprendizado do caminhar, pela quedas ocorridas, mas se parabeniza pelo percurso realizado.
Tão logo se chega a um objetivo proposto, as agruras e empecilhos do caminho são esquecidos. Então me pergunto: Porque se angustiar e se fixar nos atos falhos quando eles nada mais são que elementos de um processo construtivo? Então, na avaliação da sua vida e na avaliação da vida dos outros, se deve passar à margem dos atos falhos, porque eles mostram por onde não é oportuno transitar. Se não for desta forma perdemos um longo tempo lastimando, tempo de poderia atualizar os objetivos propostos. Já que na ordem natural as coisas assim ocorrem, nas espirituais se assemelham. As quedas não devem ser somadas e sim as vezes que se levanta e, ao levantar se olvida os tombos processuais.
Uma das muitas causas da depressão é se fixar nas ocorrências negativas que geram o estado de culpa. A causa da fixação é o vício de apontar mais para os erros que para os acertos do processo.
Ser agente da educação é muito isso: assessorar a construção da personalidade, mostrando ao educando, o bem que pode concretizar através de suas qualidades e a aceitação, sem angústia, dos seus limites.
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